Os meus géneros literários favoritos são fantasia e romance histórico. Se os dois se misturarem ainda melhor. Há poucos autores portugueses que escrevem este género literário por isso leio bastante em inglês.
Há alguns dias fui contactada no instagram pela autora do livro Ponto sem Retorno, Gabriela Simões para saber se eu estaria interessada em ler e dar opinião sobre o seu livro. Fui ver a sinopse do mesmo para ver do que se tratava e lógico que fiquei muito curiosa e com vontade de ler pois se tem bruxas, magia e um ambiente que lembra a idade média deve ser mesmo livro para mim.
Sinopse
Giselle Levy é meio-bruxa e vive isolada do mundo com o seu avô,
escondida do olhar do rei. É cuidadosa e astuta, contudo, numa tentativa
de sobreviver, foi apanhada e chantageada por um dos príncipes de
Kendrad, Cristian, que promete não a entregar, se ela for trabalhar para
o palácio. Num dilema, ela coloca em perigo a sua identidade e passa a
trabalhar no palácio, onde terá de lidar com as constantes tentativas de
sedução do príncipe Cristian, os misteriosos olhares de príncipe Eli,
os encontros escondidos com o seu melhor e único amigo, Rylan, e um rei
desumano com segredos obscuros. Giselle vive numa constante incerteza e
angústia de ser descoberta, amargurada pelo facto de não poder ser
livre, encontra uma misteriosa sala, com um poderoso encantamento que
poderá mudar tudo. Assertiva, inteligente e defensiva, irá deparar-se
com uma escolha que mudará para sempre a sua vida e a ideia que tem si
própria.
Opinião
Logo nas primeiras páginas fiquei agradavelmente surpreendida pois a escrita da autora é fluída e envolvente transportando o leitor para aquele mundo com as suas descrições e contextualização. Acompanhamos Giselle Levy, uma meia-bruxa com alguns poderes mágicos que herdou da mãe, mas vive escondida com o avô para não ser descoberta, pois há alguns anos atrás todos os seres mágicos foram destruídos.
Eles vivem nas imediações do reino de Kendrad, e são muito pobres pois não se podem misturar na sociedade para Giselle não ser descoberta. Para sobreviverem ela por vezes rouba comida e numa dessas vezes, durante a Parada dos Príncipes tenta roubar umas jóias destes, mas vai ser descoberta e é aqui que a sua vida vai mudar.
Ela é perseguida pelo príncipe Cristian e é apanhada por ele, que acaba por a obrigar a ir trabalhar no palácio para se redimir do que fez, levando com ela o avô e a sua égua e companheira de aventuras Nessie. Para trás fica o seu melhor amigo Rylan.
No palácio, ficamos a conhecer o principe Eli, irmão de Cristian, o Rei, e outros funcionários do palácio. Nenhum dos empregados do palácio gosta de Giselle, pelas suas origens humildes e por ser agressiva e mal educada com eles.
Vamos acompanhar a partir daqui o dia a dia de Giselle no palácio, testemunhar alguns dos seus poderes e ver a sua relação com Cristian e Eli, até ao dia em que ela é encurralada por uma série de acontecimentos que vão fazer com que ela seja descoberta.
A Giselle tem como objectivo sobreviver num mundo em que todos os seres mágicos têm uma sentença de morte e por isso têm de se esconder, o que limita a sua existência e a deixa um pouco amargurada. Talvez por isso seja tão agressiva para quem não conhece ou possa representar uma ameaça para ela. No entanto por várias vezes achei excessivo o seu comportamento hostil em situações em que ela devia se fazer de invisível para não ser descoberta.
Penso que em termos dos príncipes Eli e Cristian ainda há muito a ser explorado pois são-nos apresentadas algumas características das suas personalidades mas ficamos com a impressão que ali há mais a ser dito, o que para mim e importante e ajuda a manter o interesse no enredo.
Por outro lado, especialmente com Cristian não se percebe muito bem porque é que ele se interessa por ela, a não ser o aspecto físico, pois ela e bastante mal educada com ele, nunca mostrando as qualidades que despertariam esse interesse.
O príncipe Eli é bastante misterioso e só no final temos uma melhor ideia do porquê.
Rylan o seu melhor amigo parece descobrir que gosta dela apenas quando ela vai morar no palácio. Achei que esta relação não fazia sentido na história. O mundo criado pela autora é bom o suficiente para prender o interesse sem ser necessário um triângulo amoroso.
O avô vai tentando orientar Giselle e é a chave para explicar quem ela é na realidade.
Achei o final bastante bom e foi o ponto onde a escrita do livro funcionou melhor porque não consegui parar até chegar à última pagina.
Num próximo livro gostava de ver mais desenvolvido o sistema de magia e ver mais explorados os novos poderes de Giselle, assim como ver como ficara a relação entre ela, Cristian e Eli.
Dou 3.5estrelas porque sem dúvida quero continuar a série assim que um novo livro seja publicado e não dou as 4 estrelas pelas atitudes da protagonista e o romance com o Rylan. Além disso é um bom livro tendo em conta que é o primeiro livro da autora e que a mesma ainda e bastante jovem.
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sexta-feira, 20 de outubro de 2017
domingo, 1 de outubro de 2017
Opinião: Ratos e Homens, de John Steinbeck
Opinião
Foi o meu contacto com a escrita do autor e a mesma surpreendeu-me por ser acessível e fluída. Com as suas descrições o autor transporta-nos para dentro da história facilmente, sendo para mim estes pontos muito importantes para gostar e avançar na leitura.
Conhecemos George e Lennie que andam a procura de trabalho em herdades sendo que é assim que sobrevivem. Lennie é bastante corpulento e forte mas é mentalmente retardado o que faz dele uma criança grande basicamente, sem maldade alguma e que gosta de ratos, coelhos e do seu companheiro George. George toma conta de Lennie desde que a sua tia morreu pois como ele não tinha mais família sentiu que era seu dever cuidar dele senão ele ficaria na rua ou num hospicio.
O sonho de George é juntar dinheiro para ter a sua casa e horta mas não consegue por causa de Lennie que ingenuamente se mete sempre em sarilhos em todos os trabalhos que arranjam. Neste ponto sabemos do conflito interior de George sobre se deve separar-se de Lennie para conseguir mudar de vida mas fica com esse peso na consciência, ou continuam os dois juntos até ao fim.
Na herdade onde vão trabalhar conhecemos outros como eles, com quem simpatizamos, e também Curley que é filho do patrão e a mulher deste. Além de Curley arranjar desculpas para poder andar à pancada com os empregados do pai, a sua mulher atira-se a todos eles provocando ciúmes no marido. Vemos logo aqui que estes dois vão trazer sarilhos para os protagonistas e fica-se logo com a sensação que algo vai correr mal.
A partir daqui vão decorrer algumas peripécias mas não queria entrar em spoilers.
Foi uma excelente leitura e e um livro que nos marca e nos faz refletir sobre as consequências das nossas acções, sobre mesquinhez humana. Como são as acções de um indivíduo quando este está sozinho perante uma situação e como quando está num grupo passamos a ter uma consciência colectiva.
O próprio titulo tem vários significados de acordo com a situação do livro em que pensamos.
Recomendo muito a leitura desta obra.
Fiquei com vontade de ler mais do autor e adoro esta edição da Bertrand.
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Opinião: Witch Hunter e King Slayer de Virginia Boecker
Já tinha há alguns meses cá em casa o livro The Witch Hunter da autora Virginia Boecker. A premissa interessava-me pois gosto de ver filmes/séries sobre a caça as bruxas em Salem.
Witch Hunter
Witch Hunter
Sixteen-year-old Elizabeth Grey doesn't look dangerous. A tiny, blonde, wisp of a girl shouldn't know how to poison a wizard and make it look like an accident. Or take out ten necromancers with a single sword and a bag of salt. Or kill a man using only her thumb. But things are not always as they appear. Elizabeth is one of the best witch hunters in Anglia and a member of the king's elite guard, devoted to rooting out witchcraft and bringing those who practise it to justice. And in Anglia, the price of justice is high: death by burning. When Elizabeth is accused of being a witch herself, she's arrested and thrown in prison. The king declares her a traitor and her life is all but forfeit. With just hours before she's to die at the stake, Elizabeth gets a visitor - Nicholas Perevil, the most powerful wizard in Anglia. He offers her a deal: he will free her from prison and save her from execution if she will track down the wizard who laid a deadly curse on him. As Elizabeth uncovers the horrifying facts about Nicholas's curse and the unwitting role she played in its creation, she is forced to redefine the differences between right and wrong, friends and enemies, love and hate...and life and death. The first book in an incredible new series set in a fantastical medieval world.
Opinião
A historia acompanha Elizabeth que é uma caçadora de bruxas num reino em que há duas facções, a do rei ao qual ela serve que tem políticas anti-magia e persegue bruxas, feiticeiros e afins, e o grupo dos perseguidos que se está a revoltar com tantas mortes dos seus e se vai opor ao actual rei.
A historia acompanha Elizabeth que é uma caçadora de bruxas num reino em que há duas facções, a do rei ao qual ela serve que tem políticas anti-magia e persegue bruxas, feiticeiros e afins, e o grupo dos perseguidos que se está a revoltar com tantas mortes dos seus e se vai opor ao actual rei.
Elizabeth tem uma paixoneta por Caleb, um caçador tal como ela e amigo de infância, mas esta não e retribuída. Ela é forçada a tornar-se amante do rei, e para evitar engravidar arranja umas ervas para esse efeito; o problema é que ela vai ser apanhada com essas ervas e presa por bruxaria. Quando ela achava que seria queimada viva pelo crime de usar ervas proibidas, é salva por Nicholas que é o líder da revolta contra o rei. Ele salva-a porque segundo uma profecia ela é a peça chave para o salvar e por isso para salvar todos os feiticeiros, videntes, curandeiros, bruxas... Ela inicialmente está reticente em ajudá-los pois vai contra tudo aquilo que lhe foi incutido durante o seu treino, mas começa a perceber que se calhar esteve sempre a lutar pelo lado errado e com isso vem o receio que os amigos de Nicholas e agora amigos dela descubram que ela era caçadora de bruxas. Nesses amigos temos John que é um healer ou seja um curandeiro, pois a sua magia permite-lhe curar doenças e ferimentos e que salva a vida a Elizabeth algumas vezes, acabando mais no final por se tornar no seu par romantico. Mas esta relação é construida pouco a pouco, tornando-se primeiro em amizade e só no final é que eles se apercebem que estão apaixonados. Temos Pfiffer que é bruxa e Schuyler um zombie que são um casal muito engraçado. Posto isto vamos acompanhar as aventuras deste grupo que para salvar Nicholas vai ter de ajudar Elizabeth a cumprir a professia mesmo depois de descobrirem a sua identidade.
4 estrelas
The King Slayer
Depois de Elizabeth ter dado o seu estigma para salvar John, fica vulnerável a ferimentos numa altura em que rebenta a guerra entre feiticeiros bons do lado de Nicholas e feiticeiros maus sob o comando de Blackwell o seu antigo mentor e agora se tornou o novo rei através de maquinações e magia negra. Além disso, John devido ao poder do estigma começa a mudar a sua personalidade e a perder a magia de curar, pois a magia maligna deste sobrepõe-se, e a relaçao dos dois vai sofrer um grande revés. Elizabeth apesar de magoada com John nunca perde de vista o objectivo da sua missão de eliminar Blackwell e assim salvar a magia. Gostei particularmente deste ponto pois em muitos livros YA quando aparecem obstáculos na relação amorosa, a protagonista foca-se apenas nisto e não na catástrofe em mãos. Ela sofre por causa de John mas vai aprender a lidar com isso e assim ao longo dos livros vemos o seu crescimento, tal como o dos outros personagens.
4 estrelas
Opinião geral
De um modo geral gostei bastante da leitura destes 2 livros. O mundo é bem construído e as batalhas bem descritas sem serem confusas. O inicio é um pouco difícil mas é necessário para a construção da história e apresentação das personagens e do mundo.
Uma coisa que me fez confusão foi o facto de a Elizabeth ter sido obrigada pelo rei a tornar se sua amante, o que é um caso de violação, mas isso é irrelevante no primeiro livro, e no segundo livro ela ainda o ajuda a recuperar o trono. Penso que essa situação era dispensável para a história ou se a autora de facto a queria abordar esse tema, deveria no mínimo mostrar que isso é errado.
Gostei de ver como a Elizabeth cresceu e como aprendeu que o mundo não é preto e branco, o que ela aprendeu com cada um dos feiticeiros com que passou a conviver. Como eles também a aceitaram depois de descobrirem que ela tinha sido caçadora de bruxas. O romance entre ela e o Nicholas também evoluiu lentamente sendo construído aos poucos mas de modo sólido e sem nunca se sobrepor à missãoque ela tinha.
4 estrelas
The King Slayer
The usurper Elizabeth Grey's former master Blackwell, now revealed as terrifying dark wizard, has crowned himself King of Anglia. The healer And little did she expect that handing over the powers of her stigma to save the life of the boy she loves would change him beyond all recognition. The assassin With only her own strength and skill to rely on now, can Elizabeth hope to overcome Blackwell? And must she sacrifice herself in the attempt?
4 estrelas
Opinião geral
De um modo geral gostei bastante da leitura destes 2 livros. O mundo é bem construído e as batalhas bem descritas sem serem confusas. O inicio é um pouco difícil mas é necessário para a construção da história e apresentação das personagens e do mundo.
Uma coisa que me fez confusão foi o facto de a Elizabeth ter sido obrigada pelo rei a tornar se sua amante, o que é um caso de violação, mas isso é irrelevante no primeiro livro, e no segundo livro ela ainda o ajuda a recuperar o trono. Penso que essa situação era dispensável para a história ou se a autora de facto a queria abordar esse tema, deveria no mínimo mostrar que isso é errado.
Gostei de ver como a Elizabeth cresceu e como aprendeu que o mundo não é preto e branco, o que ela aprendeu com cada um dos feiticeiros com que passou a conviver. Como eles também a aceitaram depois de descobrirem que ela tinha sido caçadora de bruxas. O romance entre ela e o Nicholas também evoluiu lentamente sendo construído aos poucos mas de modo sólido e sem nunca se sobrepor à missãoque ela tinha.
domingo, 27 de agosto de 2017
Opinião - Os Meninos de Irena, Tilar Mazzeo
Em plena Segunda Guerra, nos sussurros desesperados dos judeus, um nome passa de boca em boca: o de Irena Sendler, a jovem assistente social que está disposta a tudo para salvar as crianças judias dos campos de concentração. Quando, em 1942, Irena entrou no gueto de Varsóvia, o que viu dilacerou-lhe o coração. Ela sabia o destino de cada um dos judeus com quem se cruzava todos os dias. E foi incapaz de ficar indiferente. Começou a percorrer as ruas do gueto, bateu a todas as portas e pediu aos pais que lhe confiassem os seus filhos. Sob a vigilância apertada do regime nazi, Irena começou a levar as crianças para fora do gueto, e rumo à liberdade. Escondidas em caixões ou debaixo de sobretudos, em fuga pelo sistema de esgotos ou por passagens secretas entre edifícios, não havia nada que ela não estivesse disposta a fazer… Com a ajuda das mães, do seu amante judeu na Resistência, de amigos e vizinhos, Irena salvou cerca de 2500 crianças. Mas Irena fez mais ainda: manteve sempre um registo da verdadeira identidade de todos os meninos e meninas, para que um dia pudessem reencontrar os seus entes queridos. Receando ser descoberta, enterrou a lista sob uma macieira no jardim de uma amiga. Não podia imaginar que cerca de 90% das famílias dessas crianças não sobreviveria ao Holocausto. Irena Sendler correu riscos inimagináveis para salvar inocentes da barbárie nazi. É uma heroína da Segunda Guerra, considerada a versão feminina de Oskar Schindler. Foi nomeada para o Prémio Nobel da Paz em 2007, o ano que antecedeu a sua morte aos 98 anos. Esta obra é a devida homenagem à sua humanidade e bravura.
Opinião
Encontrei este livro por acaso numa ida à Bertrand e a capa chamou-me a atenção por isso li a sinopse e o livro foi logo para a minha wishlist. Nunca tinha ouvido falar de Irena Sendler até esse dia.
O livro começa com a infância de Irena e vamos seguindo o seu crescimento e vida familiar. Quando chega à faculdade decide ser Assistente Social que é uma área em desenvolvimento na Polónia e desde cedo mostra a sua vontade de ajudar o próximo. Casa-se bem cedo mais por convenção social do que por amor, e o afeto que tinha pelo marido vai desaparecendo porque ele não queria que ela trabalhasse, queria que ela ficasse a cuidar da casa e tivesse filhos.
Quando a Polónia e invadida pelos alemães e soviéticos vamos acompanhando as mudanças que vão ocorrendo e como lei após lei os judeus vão perdendo os seus direitos. Não foi algo repentino mas algo gradual e por isso penso que não levou a revoltas por parte deles e quando se aperceberam de que estavam só à espera para morrer, milhares já tinham morrido. O livro também relata os números que são conhecidos em termos de mortes e sobreviventes.
Enquanto que o povo judeu era para ser sujeito à 'Soluçao Final', os polacos teriam de ser moldados de acordo com um padrão ditado pelos alemães: todo o conhecimento, cultura, identidade polacos, o que os caracterizava como um povo era para ser destruído. Universidades, teatros, hospitais, bibliotecas foram destruídos. Médicos, professores, activistas políticos eram mortos e alguns enviados para campos de trabalhos forçados. Os soviéticos também foram responsáveis por isto na época em que eram aliados dos alemães.
Irena e varios amigos, conhecidos e professores ao preverem o que se ia passar começaram a organizar movimentos de resistência contra os invasores além de tentarem extrair crianças judias do gueto de Varsóvia e arranjar-lhes documentos falsos e famílias de acolhimento. Sabe se que pelo menos 2500 crianças foram assim salvas do extermínio.
Todo o livro está bem documentado e as fontes de informação que a autora utilizou podem ser acedidas e para mais esclarecimentos sobre tópicos que não tenham sido aprofundados no livro a autora deixa o seu contacto de correio eletrónico. O porquê de certos tópicos não terem sido mais aprofundados também está justificado no final. No final temos também um índice digamos, com todas as pessoas que faziam parte dos amigos e colaboradores de Irena e qual o seu papel no salvamento das crianças, adultos e na resistência polaca.
5 estrelas
domingo, 20 de agosto de 2017
Opinião - A Imperatriz da Lua Brilhante
Para uma mulher chegar ao poder, não existem caminhos fáceis.
No palácio da China imperial, uma concubina aprende rapidamente as várias técnicas para conquistar o coração do imperador, o Único acima de Todos. Mei é convocada aos 13 anos para a corte do palácio na China imperial, uma honra que resgatará a sua família, outrora nobre e influente, da miséria. Porém, ela rapidamente descobre que para se aproximar do imperador e conquistar o seu coração terá de ultrapassar obstáculos perigosos. Como desconhece a arte da sedução, no dia do aniversário do imperador, Mei oferece-lhe um presente singular: uma adivinha.
Porém, quando lhe parecia que estava em posição de seduzir o homem mais poderoso da China, Mei apaixona-se por Faisão, o filho mais novo do imperador. Contudo, uma tentativa de assassinato ao imperador provoca uma luta terrível pelo poder na corte imperial. E Mei terá de se servir das suas excelentes capacidades de inteligência, sabedoria e engenho para escapar e salvar o amor da sua vida.
Nomeado para Melhor Romance Histórico pelo Goodreads Choice Awards 2016, A Imperatriz da Lua Brilhante é um romance baseado na história da Imperatriz Wu Mei, a primeira mulher a governar a China. Weina Dai Randel pinta de forma notável o quadro da China antiga e da corte imperial, em que o amor, a ambição, a intriga e os jogos de poder podem determinar a vida ou a morte.
Opinião
Começamos por acompanhar Mei que em criança vive com luxo na antiga China devido ao seu pai ser governador de uma província. Quando este morre, o parente masculino mais próximo é que é o herdeiro, e este apressa-se a colocá-la e à mãe e irmãs na rua. Elas mudam-se para a capital e Mei com 13 anos é convocada para o palácio onde tem a hipótese de se tornar concubina do imperador e assim trazer prestígio à sua família e ajudar financeiramente a mãe.
Só que Mei é ainda muito inocente e vai ter de aprender a sobreviver ás intrigas da corte além de ter de se aproximar do imperador.
É um romance histórico baseado em factos reais, sobre a vida da imperatriz Wu Mei, mas certos acontecimentos e personagens que surgem no livro não existiram, tendo sido adicionados para efeito dramático. A escrita da autora é fluída e a história interessante, com descrições que nos transportam facilmente para aquele período e local e desperta a curiosidade do leitor.
O livro termina nu ponto em que Mei ainda não chegou a imperatriz mas é possivel deduzir como e que ela chega lá, penso eu. A autora publicou um segundo volume que é a continuação deste, mas segundo a Editorial Presença, não será publicado para já.
Como quero dar continuidade a esta leitura, vou aguardar um pouco para ver se o livro é publicado por cá, senão compro-o em inglês.
Alguém já leu?
sábado, 12 de agosto de 2017
Opinião - A magnífica Sophie, de Georgette Heyer
Após alguns anos a viver em Lisboa, Sophy Stanton-Lacy é enviada para Londres pelo seu extravagante pai, o diplomata Sir Horace. A recebê-la estão os tios, os lordes Ombersley. Entre a incredulidade e o horror, os aristocratas veem-na chegar acompanhada de um papagaio, um cavalo, um macaco, e um galgo chamado Tina. As surpresas não ficam por aqui. Os modos “latinos” de Sophy são um escândalo perante o qual a jovem não se deixa intimidar. Principalmente quando decide que há muito a mudar no seu – ainda que temporário – novo lar. A começar pelos primos: o arrogante Charles está noivo de uma mulher enfadonha; a bela Cecilia perdeu-se de amores por um poeta estouvado; e o imprudente Hubert está refém de um agiota. Parece que a magnífica Sophy chegou mesmo a tempo de os salvar a todos das suas vidas deprimentes.
Todavia, ela não contou com a reação de Charles. Se o jovem herdeiro tivesse antecipado a perturbação que Sophy causaria, nunca a teria recebido. Agora que o mal está feito, a solução é arranjar-lhe um marido conveniente que a tire de sua casa rapidamente. Uma urgência cujas razões ele prefere não aprofundar. Mas este cupido amador parece estar perante uma tarefa fácil, pois Sophy sonha em encontrar uma alma gémea. Os seus devaneios românticos é que poderão surpreender Charles… ou talvez não…
Opinião
Este livro tinha uma jacket o que não é particularmente comum, talvez para que o livro seja mais atrativo para o público. No entanto eu prefiro a capa original (a direita) pois a primeira além de não ter nada a haver com a protagonista parece uma foto de catálogos de noivas.
A escrita da autora lembra me imenso o estilo da Jane Austen com a crítica á sociedade da época vitoriana feita através dos comentários mordazes da protagonista mas tendo em conta as limitações sociais da mulher na época em questã,o e a diferença da época em que cada uma das escritoras viveu.
É um romance fofinho que se desenrola muito lentamente e do qual os protagonistas se apercebem mesmo já perto do final.
Não há cá cenas picantes como na maioria dos romances de época. O que cativa no livro são as situações caricatas criadas pela protagonista e o modo como ela resolve tudo, sem no entanto ultrapassar os limites do aceitável ou credível para a época. A forma como ela dá o troco ás personagens mais ranhosas fizeram me rir as gargalhadas.
Foi uma agradável surpresa!
Quem já leu?
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
Opinião - Gandhi, uma biografia em manga
Ao passar na semana passada por um quiosque vi este livro, o título interessava me era em mangá e por 4.9eur não o pude deixar lá. Vai por isso fazer parte do bookhaul de Agosto.
Ele retrata a vida de Ghandi desde que ele era criança e até à velhice. Mostra-nos como ele passou de um jovem que tinha medo de falar em público a um adulto capaz de mover milhares de pessoas por uma causa. Penso que não é spoiler o que vou dizer a seguir. Ele casou novo mas contra as crenças do seu povo quis ir estudar direito e formar-se em advocacia em Inglaterra, que era na altura quem governava a Índia. Posteriormente foi trabalhar para a África do Sul e foi aí que começou a lutar pela igualdade e pelos direitos dos indianos quando lhes queriam tirar o direito ao voto. Mais tarde, já na Índia lutou pela abolição do sistema de castas e pela independência do seu país, apelando ás pessoas que defendessem os seus direitos mas sem recurso à violência.
De um modo geral gostei desta leitura, mas não tinha reparado que ela era em português do Brasil, isso associado a um ou outro erro ortográfico e falta de informação sobre termos indianos utilizados, tornou a leitura confusa em certos pontos. Penso que esta edição seria beneficiada com um glossário no final do livro, se queriam mesmo utilizar os nomes em indiano. Além disso poderia encerrar com o seu falecimento e as causas da sua morte e funeral, remetendo para a sua importância na actualidade. Eu sei que sendo uma versão manga, a informação tem de ser condensada, mas acho que mais meia dúzia de páginas só melhorava o livro.
Gostaste? Gostei e a edição é linda, mas senti falta de mais informação e de compreensão de alguns termos.
Alguém já conhecia esta edição? Já a leu?
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
Opinião - The Bronze Horseman - Paullina Simons
Titulo original: The Bronze Horseman
Titulo português (a pior tradução de título dos ultimos tempos): O grande amor da minha vida
Sinopse
Tatiana vive com a família em Leninegrado. A Rússia foi flagelada pela revolução, mas a cidade mais cosmopolita do país guarda ainda memórias do glamour do passado.
Bela e vibrante, Tatiana não deixa que o dramatismo que a rodeia a impeça de sonhar com um futuro melhor. Mas este será o pior e o melhor dia da sua vida. O dia fatídico em que Hitler invade a Rússia. O dia assombroso em que conhece aquele que será o seu grande e único amor.
Quando Tatiana e Alexander se cruzam na rua, a atração é imediata. Ambos sabem que as suas vidas nunca mais serão as mesmas. Ingénua e inexperiente, Tatiana aprende com o jovem soldado os prazeres da paixão e da sensualidade. Atormentado pela guerra e pela incerteza quanto ao futuro, Alexander descobre a doçura dos afetos. E, enquanto as bombas caem sobre Leninegrado, eles vivem um amor que sabem ser eterno mas impossível. É um amor que pode destruir a família de Tatiana. Um amor que pode significar a morte de todos os que os rodeiam.
Ameaçados pela implacável máquina de guerra nazi e pelo desumano regime soviético, Tatiana e Alexander são arremessados para o vórtice da História, naquele que será o ponto de viragem do século XX e que moldará o mundo moderno.
Opinião
Em relação à personagem principal feminina Tatiana parece no inicio um pouco cabeça oca mas é justificado por ter 16 anos e por ter sido muito protegida pela familia. Apaixona-se por Alexander, que se descobre ser o namorado da irmã Dasha. Alexander apaixona se por Tatiana. Tatiana não quer estar com Alexander porque não quer ferir os sentimentos da irmã.
Temos assim um triângulo amoroso com a Segunda Guerra Mundial e o Cerco a Leningrado como pano de fundo.
O romance entre os dois protagonistas vai-se tornando cada vez mais intenso, ambos vão crescendo, obstáculos são removidos e outros são adicionados.
Apesar de ser uma história de amor cativante, o que me cativou neste livro foi mesmo a descrição do ambiente de guerra e tudo o que se passou durante o cerco, especialmente a forma como todos viviam em apartamentos comuns e o racionamento da comida, as pessoas a caírem mortas de fome no meio da rua.
Foi uma leitura marcante sem dúvida. Tenho os restantes livros da trilogia e vou querer continuar a ler especialmente por causa do cliffhanger no final.
5/5
sábado, 13 de agosto de 2016
Vendetta - Catherine Doyle - Opinião
Sinopse
As coisas não andam a correr lá muito bem para a jovem Sophie Gracewell. O pai está preso, a mãe trabalha dia e noite para conseguir sustentar a família, e ela própria tem que ajudar no restaurante da família. Para além da sua amiga Millie, não se passa grande coisa naquele pequeno subúrbio de Chicago onde vive. Mas tudo está prestes a mudar. A velha casa abandonada lá da rua está habitada pela primeira vez desde há imensos anos. A nova família é composta por cinco irmãos e, para Sophie e Millie, parece saída de um sonho. Quando dois dos irmãos vão até ao restaurante, ambas ficam caídas pelos rapazes e, de repente, o verão até parece mais luminoso. No entanto, nem tudo é o que aparenta ser. É que os dois bonitos rapazes são parte de um problema bem maior. São parte da família Falcone, bem conhecida pela sua má reputação e, pelos vistos, Sophie não é bem vinda à casa dos Falcone. Ela não consegue perceber o porquê, e a sua paixão pelo belo Nic faz com que não desista sem primeiro dar luta. É garantido que o sangue vai jorrar e os corações se vão partir.
Opinião
Sophie trabalha no restaurante do pai, que está preso por assassinato e é gerido pelo seu tio. Lá também trabalha Millie, a sua melhor e única amiga desde que o seu pai foi preso. A sua mãe tem dois empregos para fazer face ás despesas e por isso um pouco ausente. Quando um dia voltava para casa do trabalho, Sophie vê que uma antiga mansão do bairro, tem novos inquilinos. Trata-se na realidade da família Falcone, a família do homem cujo pai de Sophie matou. São 5 irmãos e a mãe destes. Só que Sophie não sabia quem eles eram nem eles sabiam quem ela era, começando a partir daí a confusão, pois as famílias de ambos são digamos que inimigas por motivos posteriormente revelados. Assim este livro é uma espécie de Romeu e Julieta com Máfia à mistura e muito possivelmente (espero eu) um triângulo amoroso.
Gostei bastante da escrita e do modo como sendo a história contada do ponto de vista de Sophie, nós vamos sabendo o que se passa à medida que ela própria o descobre, apesar de ela ser um pouco lenta a perceber as coisas...
Quando cheguei à última página, só pensei, que queria que não acabasse e a história continuasse.
Em relação à edição portuguesa, ela é igual à edição original e confesso que não desgosto. Em relação à tradução e edição em português, detetei alguns erros ortográficos e de espaçamento entre palavras...
Vendetta é o primeiro livro que faz parte da trilogia Blood for Blood e foi publicado em Portugal pela Lápis Azul. Já saiu nos EUA o segundo livro, Inferno e em 2017 sai o terceiro livro, Mafiosa. Espero que a editora não demore muito a lançar Inferno, de modo a poder ter a trilogia completa em português.
4/5
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Fala -me de um dia perfeito - Jennifer Niven -Opinião
Sinopse
Violet Markey vive para o futuro e conta os dias que faltam para acabar a escola e poder fugir da cidade onde mora e da dor que a consome pela morte da irmã. Theodore Finch é o rapaz estranho da escola, obcecado com a própria morte, em sofrimento com uma depressão profunda. Uma lição de vida comovente sobre uma rapariga que aprende a viver graças a um rapaz que quer morrer. Uma história de amor redentora.
Opinião
Violet e Finch estão a pensar suicidar-se e escolhem atirar se do campanário da escola. Eles apenas se conhecem de vista, nunca falaram um com o outro até se encontrarem naquele momento. Finch convence Violet a não saltar e por querer ajudá-la decide que também não se quer suicidar. Aos poucos a relação deles vai se tornar cada vez mais próxima, de conhecidos a amigos e de amigos a namorados.
Quem não quiser spoilers, não leia o que vem a seguir!
Então cá vai:
Para quem leu o A Culpa é das Estrelas do John Green, neste livro acontece a mesma coisa mas em vez dos protagonistas terem cancro, têm tendências suicidas... Ora como referi, Violet tenta suicidar-se e Finch impede-a e ajuda a a superar os seus problemas. Enquanto isso ele tende a piorar e suicida-se no final... Daí, me lembrar o outro livro em que quem estava a morrer era a rapariga e o rapaz estava estável. Começam a namorar e no final ele é que morre.
O livro é interessante em termos de temática por causa do suicídio entre os jovens, e a autora quis escrever um livro sobre este tema devido a vivências pessoais, que refere no final do livro.
Para mim foi um livro acessível e de leitura rápida mas que não me marcou.
3/5
sexta-feira, 29 de julho de 2016
Prom and Prejudice - Elizabeth Eulberg - Opinião
Sinopsis
After winter break, the girls at the very prestigious Longbourn Academy become obsessed with the prom. Lizzie Bennet, who attends Longbourn on a scholarship, isn't interested in designer dresses and expensive shoes, but her best friend, Jane, might be especially now that Charles Bingley is back from a semester in London. Lizzie is happy about her friend's burgeoning romance but less than impressed by Charles's friend, Will Darcy, who's snobby and pretentious. Darcy doesn't seem to like Lizzie either, but she assumes it's because her family doesn't have money. Clearly, Will Darcy is a pompous jerk -- so why does Lizzie find herself drawn to him anyway? Will Lizzie's pride and Will's prejudice keep them apart? Or are they a prom couple in the making?
Opinion
One of my favorite books is Pride and Prejudice, and I love the BBC mini-series, so when I saw that Prom and Prejudice offered to retell that story through teenagers, I ordered it and read it as soon as arrived.
Lizzie Bennet is one of two scholarship kids going to an all-girl school. And because of being poor is harassed by the other students. So it's not surprise that she has no interest in any of the guys attending the nearby school for prestigious young men, Pemberley Academy - particularly the snobby Will Darcy. However, she does enjoy the company of his friend Charles Bingley and loves that her friendly roommate Jane has drawn his attention. At least Jane will be able to attend Prom with a decent guy.
It doesn't take long for Charles' sister Caroline to ruin Jane's hopes for a prom date. While trying to help mend Jane's broken heart, Lizzie also has to fight the unwanted attention from Colin and the sudden stalking Will seems to be doing at the coffee shop she works at. Also we have the charming Wick that also dislikes Darcy and is very friendly with Lizzie who is in need of someone who relates to her situation.
It's a predictable story but is well written, it's light and leaves a warm feeling in your heart. I recomend it for the Austen fans, for a light summer reading.
3.5/5
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Lock and Key - Sarah Dessen - Opinião
Na primeira foto está o livro com a jacket rosa que é recortada em forma de fechadura. Na segunda foto temos o livro sem a jacket que é lindo em tons de azul com a foto da mão a segurar um colar com uma chave e fechadura. Acho que é um dos livros mais bonitos que tenho na estante.
Sinopse
Ruby, where is your mother?
Ruby knows that the game is up. For the past few months, she's been on her own in the yellow house, managing somehow, knowing that her mother will probably never return.
That's how she comes to live with Cora, the sister she hasn't seen in ten years, and Cora's husband Jamie, whose down-to-earth demeanor makes it hard for Ruby to believe he founded the most popular networking Web site around. A luxurious house, fancy private school, a new wardrobe, the promise of college and a future; it's a dream come true. So why is Ruby such a reluctant Cinderella, wary and defensive? And why is Nate, the genial boy next door with some secrets of his own, unable to accept the help that Ruby is just learning to give?
Best-selling author Sarah Dessen explores the heart of a gutsy, complex girl dealing with unforeseen circumstances and learning to trust again.
Opinião com spoilers
Ruby tem 17 anos e vive com a mãe que é negligente para com ela. O seu pai abandonou-as quando ela era pequena e a sua irmã mais velha deixou de aparecer quando foi para a faculdade (ou pelo menos é isso que a Ruby pensa). Entretanto Ruby está habituada a cuidar dela, tem um emprego e cuida da casa e mesmo da mãe sempre que a mãe se mete em problemas. Além disso, a mãe está sempre a fazer com que se mudem e a inventar novos nomes para ambas, para fugir a credores.
Até ao dia em que a mãe a abandona. Durante uns tempos, Ruby desenrasca-se sozinha, mas eventualmente a segurança social descobre e leva-a para uma instituição. Aí, a irmã que Ruby pensava que não queria saber dela, vai buscá-la e leva-a para viver consigo e com o marido. Estes estão muito bem financeiramente o que quer dizer que Ruby agora apenas tem de se preocupar em estudar. O problema é que esta estabilidade é estranha para ela, pois não está habituada a confiar e a ter tantos luxos. Então ao longo do livro vamos acompanhar a evolução da personagem que tem de aprender a confiar nos outros e a importância da família.
Penso que a autora queria mostrar ao longo de todo o livro, os laços que se estabelecem numa família "normal". Como o comportamento desses mesmos familiares condiciona o crescimento, aprendizagem e forma de estar na vida, assim como o modo como interegimos com os outros.
Ruby envolve-se com Nate, o vizinho do lado que também tem os seus problemas com o pai, mas aqui o romance é secundário apesar de ser engraçado acompanhar o desabrochar da sua relação.
Não sei se faltou qualquer coisa por não ser o meu género literário favorito ou se faltou qualquer coisa à história ou personagens.
De qualquer modo é uma leitura que recomendo quer para adolescentes quer para adultos, devido ao tema retratado, além de ser um livro com uma boa escrita.
Este é o primeiro livro que leio da autora e fiquei com curiosidade para ler mais.
De qualquer modo é uma leitura que recomendo quer para adolescentes quer para adultos, devido ao tema retratado, além de ser um livro com uma boa escrita.
Este é o primeiro livro que leio da autora e fiquei com curiosidade para ler mais.
3.5/5
segunda-feira, 11 de julho de 2016
As pessoas felizes lêem e bebem café - Opinião
Sinopse
Depois da morte do marido e da filha num brutal acidente de automóvel, Diane fecha-se em casa durante um ano, imersa em recordações, incapaz de reagir. Mas, quando já nada parece poder mudar, é precisamente uma dessas recordações que a faz escolher Mulranny, uma pequeníssima aldeia na Irlanda, como destino.
Instalada numa casa em frente ao mar, Diane é gentilmente recebida por todos os habitantes - todos menos um. Será Edward, o bruto e antipático vizinho, a resgatar Diane da apatia em que parece estar novamente a mergulhar. Primeiro, pela ira e pelo ódio. Mas depois, contra todas as expectativas, pela atracção. Como enfrentar este turbilhão de sentimentos? O que fazer com eles?
Opinião com spoilers
O título e a capa não me atraíram antes pelo contrário, mas a sinopse deixou-me intrigada. No início temos uma Diane em modo severamente deprimido, tendo praticamente desistido da vida, após a morte da filha pequena e do marido num acidente de viação. Com a ajuda do amigo e sócio Felix (ambos têm um café /livraria chamado As Pessoas Felizes) ela decide ir para a Irlanda e instala-se numa casa em frente ao mar.
Diane é bem recebida por todos os habitantes, típico de uma pequena povoação, com excepção do seu vizinho Edward. As várias atitudes que este toma, por um lado deixaram-me intrigada por outro ficava com vontade de lhe partir um tijolo na cabeça. Mas pelo menos com estes comportamentos, Diane sai da apatia em que parece estar novamente a mergulhar.
E aos poucos ambos se envolvem e aparentemente de modo muito profundo. Até aqui tudo bem. Escrita envolvente, história e descrição dos personagens credível e mesmo capaz de nos levar ás lágrimas.
Daqui para a frente foi o descalabro.
Aparece a ex do Edward que o traiu entre outras coisas e o que é que ele faz? Manda-a passear? Não! Manda passear a Diane. A Diane como cresceu imenso desde o início do livro, sofre no início mas depois continua com a sua vida sem o Edward certo? Não. Luta por ele, que com duas mulheres aos pés não sabe o que há-de fazer. Convém referir que o comportamento odioso do Edward para com a Diane foi todo por causa das coisas que a ex lhe fez, e mesmo assim ele deixa-a ficar em sua casa para terem uma possível reconciliação. Finalmente a Diane ganha juízo e decide voltar para casa e retomar o negócio da livraria/café, quando o Edward lá se decide e quer impedi-la de ir. Ela desta vez vai à vida dela, mas aqui percebemos que o Edward quer mesmo é ficar com ela e não soube gerir a situação em que se encontrava. Pois, temos pena porque a Diane já não está para aí virada.
Fim. Pois.
3/5
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Sweet Evil - Wendy Higgins - Opinião
Sinopsis
Embrace the Forbidden
What if there were teens whose lives literally depended on being bad influences?
This is the reality for sons and daughters of fallen angels.
Tenderhearted Southern girl Anna Whitt was born with the sixth sense to see and feel emotions of other people. She's aware of a struggle within herself, an inexplicable pull toward danger, but it isn't until she turns sixteen and meets the alluring Kaidan Rowe that she discovers her terrifying heritage and her willpower is put to the test. He's the boy your daddy warned you about. If only someone had warned Anna.
Forced to face her destiny, will Anna embrace her halo or her horns?
Opinion
Anna always felt different from the other people because she could see their auras but also she has enhanced senses, a good memory and never has been sick.
The idea for the story was good and it was what interested me, but the writing was poor, repetitive, boring even. The things just keep hapening to Anna but she never show a strong emotion towards those things and revelations. She saw Kaiden and fell in love with him just because he was handsome. He was a big bad, no wait, he was not, his father was. Wait everybody is evil except Anna. Anna is so pure that cannot be around all the people in her life. They tell her that but she still is around them all instead of going away as she should.
Maybe this is a book that targets younger readers that won't notice all the things that seem wrong, but then, the sexual content and sexual tension is not for younger readers in my opinion.
2/5
segunda-feira, 4 de julho de 2016
The Siren - Kiera Cass - Opinião
Sinopsis
"You must never do anything that might expose our secret. This means that, in general, you cannot form close bonds with humans. You can speak to us, and you can always commune with the Ocean, but you are deadly to humans. You are, essentially, a weapon. A very beautiful weapon. I won't lie to you, it can be a lonely existence, but once you are done, you get to live. All you have to give, for now, is obedience and time..."
The same speech has been given hundreds of times to hundreds of beautiful girls who enter the sisterhood of sirens. Kahlen has lived by these rules for years now, patiently waiting for the life she can call her own. But when Akinli, a human, enters her world, she can't bring herself to live by the rules anymore. Suddenly the life she's been waiting for doesn't seem nearly as important as the one she's living now.
Opinion
So this book is about mermaids. As a fan of the Disney movie The Little Mermaid and The Selection series from Kiera Cass, I was excited to read this book. The story has a strong begining with the main character forced to make a choice: to die or to become a siren and for 100 years sing people to their deaths. As is obvious she chooses to become a siren. The story follows her and her sisters sirens through the years and the conflict she has with herself for killing people and with The Ocean that made the deal with her but also cares for her very much. Until the day she meets a boy named Akinli and with a couple of sentences falls in love with him. Really, she meets him twice and falls so madly in love all of a suden that she is willing to risk herself and her sisters for that love. So these two conflicts extend trough all the book, making it boring and leading to a predictable end.
I think that this could work as a short story, cutting the parts that where stretched and add nothing to the story.
2.5/5
sábado, 2 de julho de 2016
The Wrath and The Dawn duology - Renée Ahdieh - Opinião
The Wrath & The Dawn
Sinopsis
Every dawn brings horror to a different family in a land ruled by a killer. Khalid, the eighteen-year-old Caliph of Khorasan, takes a new bride each night only to have her executed at sunrise. So it is a suspicious surprise when sixteen-year-old Shahrzad volunteers to marry Khalid. But she does so with a clever plan to stay alive and exact revenge on the Caliph for the murder of her best friend and countless other girls. Shazi's wit and will, indeed, get her through to the dawn that no others have seen, but with a catch...she's falling in love with the very boy who killed her dearest friend. She discovers that the murderous boy-king is not all that he seems and neither are the deaths of so many girls. Shazi is determined to uncover the reason for the murders and to break the cycle once and for all.
Opinion
From the sinopsis I was interested in the story: kind of a retelling of the 1001 nights, mixing fantasy, romance and magic with deserts and oasis as background.
I didn't feel particularly swept away by it, or moved until closer to the end. This was because I had some dificulties liking the mais characters and understanding their motivations, while the author was worldbuilding.
On the the last third of the book there's finally an outpouring of emotion, when the story catches a little fire and made me genuinely invested in the characters, intrigued about where the author was leading us, and anxious to see what was going to happen.
What I liked:
-- Interesting theme
-- A world very different from what we're used to in Fantasy/YA
-- A world very different from what we're used to in Fantasy/YA
-- The various misteries happening all at once, concerning all the characters
-- Almost nothing was what it seemed
-- Nice action scenes towards the end
-- The romance (with some restraints on my part)
What I wanted;-- Magic well explained
-- Understanding the characters more, they lacked dimension
-- understanding why the two main characters are drawn together, particularly why Khalid is so intrigued by Shazi that he continues to spare her life
-- Feel more conected with the characters
3.5/5
3.5/5
The Rose & The Dagger
Sinopsis
"I am surrounded on all sides by a desert. A guest, in a prison of sand and sun. My family is here. And I do not know whom I can trust. " In a land on the brink of war, Shahrzad has been torn from the love of her husband Khalid, the Caliph of Khorasan. She once believed him a monster, but his secrets revealed a man tormented by guilt and a powerful curse one that might keep them apart forever. Reunited with her family, who have taken refuge with enemies of Khalid, and Tariq, her childhood sweetheart, she should be happy. But Tariq now commands forces set on destroying Khalid's empire. Shahrzad is almost a prisoner caught between loyalties to people she loves. But she refuses to be a pawn and devises a plan. While her father, Jahandar, continues to play with magical forces he doesn't yet understand, Shahrzad tries to uncover powers that may lie dormant within her. With the help of a tattered old carpet and a tempestuous but sage young man, Shahrzad will attempt to break the curse and reunite with her one true love."
Opinion
The author read my thoughts on the first installement, because what I thought was laking on the first book was developed and wraped in the second book.
We get to see more magic, and connect with the characters, understanding their motivations and where they were heading.
We see the bond linking Shazi and Khalid, and doesn't look instalove anymore.
And the plot twists were also good to keep me guessing, adding some more mistery.
The bad aspects also existed: although I would like to know more about two characters who were secundary to the story but vital to the outcome because they were the key to the magic. I never understand why Shazi had magic. And it seemed so easy to Khalid break the curse after all the drama around it! So some wrap up of the story seemed rushed as we remain guessing what hapened to other characters except for the main ones.
4/5
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Perdida - Carina Rissi - Opinião
Sinopse
Sofia é uma jovem de 24 anos que vive numa grande cidade e está habituada à sua vida independente e moderna. Divertida, mas solitária, Sofia não acredita no amor, convencida de que os únicos romances da sua vida são aqueles que os livros lhe proporcionam. Após comprar um telemóvel novo, porém, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem saber como ou se poderá voltar para a sua casa, para o «seu» século.
Enquanto tenta encontrar uma solução, é acolhida pela família Clarke, à qual, à medida que os dias passam, se afeiçoa cada vez mais.Com a ajuda do prestável — e lindo — Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba por encontrar pistas que talvez a ajudem a regressar à sua vida.
O que ela não sabe é que o seu coração tem outros planos, e que a ideia de deixar o século XIX pode vir a tornar-se angustiante…
Perdida é uma história divertida, apaixonante e intensa, que vai querer devorar até à última página.
Opinião
É um romance leve e divertido que se lê bem rápido. A história não é propriamente a primeira do seu género: rapariga moderna viaja no tempo para o passado e apaixona-se por um cavaleiro dessa época mas têm de ultrapassar as diferenças inerentes à educação e modo de vida de cada um. O que me agradou foi mesmo as situações hilariantes em que a protagonista se envolvia e a escrita da autora que me fazia querer ler mais uma página e depois só mais uma e num estante o livro chegou ao fim. Por outro lado não sei se o problema foi a tradução ou se o texto foi mesmo escrito assim, pois algumas das expressões "modernas" que a Sofia utilizava não se encaixavam muito bem de acordo com a caracterização que era feita da personagem. Também foi muito óbvio desde início que a Sofia e o Ian se iam envolver, o que pareceu um "instalove".
Gostei da leitura porque me diverti enquanto lia e espero que a Top Seller continue com a série.
segunda-feira, 14 de março de 2016
O Lago dos Sonhos - Juliet Marillier - Opinião
Sinopse
Em troca de ajuda para escapar a um longo e injusto encarceramento, a amarga curandeira mágica Blackthorn jurou pôr de lado o seu desejo de vingança contra o homem que destruiu tudo o que lhe era querido. Seguida por um companheiro de clausura, um homem grande e silencioso chamado Grim, ela viaja para o norte, rumo a Dalriada. Aqui, viverá na orla de uma misteriosa floresta e terá de cumprir, durante sete anos, a promessa que fez ao seu libertador: aceder a todos os pedidos de socorro que lhe forem dirigidos.
Oran, príncipe herdeiro do trono de Dalriada, esperou com ansiedade a chegada da sua noiva, Lady Flidais. Conhece-a apenas por via de um retrato e da poética correspondência que trocaram entre si e que um dia o convenceu de que Flidais era o seu verdadeiro amor. Oran descobre, porém, que as cartas também mentem, pois, embora igual em aparência à imagem no retrato, a sua noiva vem a revelar-se uma mulher muito diferente da criatura sensível e sonhadora que escreveu aquelas cartas.
Nas vésperas do seu casamento, o príncipe não vê saída para a o seu dilema. Mas corre o rumor de que Blackthorn possui um dom extraordinário para a resolução de problemas espinhosos, e ele pede a sua ajuda. Para salvar Oran das suas insidiosas núpcias, Blackthorn e Grim vão precisar de todos os seus recursos: coragem, engenho, astúcia e talvez até um pouco de magia.
Oran, príncipe herdeiro do trono de Dalriada, esperou com ansiedade a chegada da sua noiva, Lady Flidais. Conhece-a apenas por via de um retrato e da poética correspondência que trocaram entre si e que um dia o convenceu de que Flidais era o seu verdadeiro amor. Oran descobre, porém, que as cartas também mentem, pois, embora igual em aparência à imagem no retrato, a sua noiva vem a revelar-se uma mulher muito diferente da criatura sensível e sonhadora que escreveu aquelas cartas.
Nas vésperas do seu casamento, o príncipe não vê saída para a o seu dilema. Mas corre o rumor de que Blackthorn possui um dom extraordinário para a resolução de problemas espinhosos, e ele pede a sua ajuda. Para salvar Oran das suas insidiosas núpcias, Blackthorn e Grim vão precisar de todos os seus recursos: coragem, engenho, astúcia e talvez até um pouco de magia.
Opinião
Juliet Marillier é a minha autora favorita e já li quase todos os livros publicados pela autora, estando entre os meus favoritos a saga de Sevenwaters e a trilogia Shadowfell. Quando soube que pouco depois da edição em inglês, o livro seria traduzido para português e publicado pela Planeta, fiz pré-reserva e recebi mal saiu para o mercado. Quem nunca não é?
Esta foi a primeira vez (que eu saiba) que a autora escreveu contando a história sob 3 pontos de vista diferentes: Blackthorn, Grim e Oran. Quem já conhece a escrita da autora, sabe que ela passa bastante tempo a descrever o ambiente e as personagens e vai construindo a história com muitos detalhes. De maneira geral acho isso essencial para nos inserirmos nos mundos únicos que ela cria e acompanharmos o desenvolvimento dos personagens. Nisso, este livro não é excepção. É muito descritivo mas não há as situações de tensão e conflito que prendam a atenção. Não consegui gostar nem desgostar de nenhum das 3 personagens principais, apesar de querer saber mais sobre Blackthorn e Grim.O livro é muito extenso e as situações mais críticas pouco têm de emocionante, ao contrário de outros trabalhos da autora, em que a tensão vai crescendo até atingir um clímax que deixa o leitor agarrado por completo. Ou seja, fui gostando de acompanhar a história mas nada de relevante aconteceu que me deixasse a pensar no livro após o terminar. E penso que não irei continuar com a série.
quarta-feira, 9 de março de 2016
Milagre - Deborah Smith - Opinião
Sinopse
Sebastien de Savin é um brilhante cirurgião cuja habilidade e arrogância representam uma mistura explosiva. No passado, um segredo obscuro foi o responsável pelo endurecer do seu coração, até que um milagre acontece. O milagre dá pelo nome de Amy Miracle, uma rapariga tímida com um emprego de verão nas vinhas da família de Savin e a última pessoa pela qual alguém como Sebastien esperaria apaixonar-se.
Um acaso junta-os: graças a Sebastien, Amy escapa de uma vida de pobreza e abusos psicológicos, adquire autoconfiança e progride numa carreira de sucesso. Graças a Amy, Sebastien reaprende a rir e desperta para o amor. No entanto, a vida real separa-os. Embora tendo passado pouco tempo juntos, a memória desses preciosos momentos assombra-os durante anos. Até ao dia em que os seus caminhos se cruzam novamente…
Um acaso junta-os: graças a Sebastien, Amy escapa de uma vida de pobreza e abusos psicológicos, adquire autoconfiança e progride numa carreira de sucesso. Graças a Amy, Sebastien reaprende a rir e desperta para o amor. No entanto, a vida real separa-os. Embora tendo passado pouco tempo juntos, a memória desses preciosos momentos assombra-os durante anos. Até ao dia em que os seus caminhos se cruzam novamente…
Repleto de personagens bem-humoradas e apaixonantes, Milagre é sobretudo uma história de amor e de conflito inesquecível, que mostra como o amor pode parecer improvável, mas nunca é impossível.
Opinião
Nunca tinha lido nada desta autora e a sinopse deixou-me bastante curiosa e com vontade de o ler, tanto que o recebi como miminho do Dia dos Namorados. Confesso que desisti a meio por vários motivos. A sinopse está fiel à história, isso de facto não engana, mas não consegui sentir empatia por nenhuma das personagens. Elas não são bem caracterizadas fisicamente, mas o pior para mim é o facto da caracterização psicológica e emocional quase não existir. Parece que fazem as coisas por fazer, mesmo no meio de situações dramáticas, parecem agir como robôs. Portanto apesar da história ser relativamente interessante, o modo como é contada deixa muito a desejar e não consegui continuar a ler o livro em que tanta coisa importante acontece mas nada é demonstrado ou explicado como deve ser.
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