domingo, 1 de outubro de 2017

Opinião: Ratos e Homens, de John Steinbeck


Publicado em 1937, "Ratos e Homens" conta a história de dois pobres diabos, George e Lennie, que vivem de trabalhos episódicos e sonham com uma vida tranquila, com a hipótese de arranjar uma quinta em que possam dedicar-se à criação de coelhos. George é quem lidera, é aquele que toma as decisões e protege o seu amigo, sem no entanto deixar de depender da amizade e da força de Lennie. Este é um gigante simpático, dotado de um físico excepcional, mas mentalmente retardado. E ambos acabam por envolver-se em mil e uma complicações, quando, no rancho onde finalmente encontram trabalho, a mulher do patrão entra em cena... Adaptado ao teatro, e várias vezes ao cinema, "Ratos e Homens", que na verdade constitui uma fábula sobre a amizade e o sonho americano, é uma obra-prima da literatura realista, e um dos mais importantes romances de John Steinbeck, servido em português pela notável tradução do escritor Erico Veríssimo.

Opinião
Foi o meu contacto com a escrita do autor e a mesma surpreendeu-me por ser acessível e fluída. Com as suas descrições o autor transporta-nos para dentro da história facilmente, sendo para mim estes pontos muito importantes para gostar e avançar na leitura.
Conhecemos George e Lennie que andam a procura de trabalho em herdades sendo que  é assim que sobrevivem. Lennie é bastante corpulento e forte mas é mentalmente retardado o que faz dele uma criança grande basicamente, sem maldade alguma e que gosta de ratos, coelhos e do seu companheiro George. George toma conta de Lennie desde que a sua tia morreu pois como ele não tinha mais família sentiu que era seu dever cuidar dele senão ele ficaria na rua ou num hospicio.
O sonho de George é juntar dinheiro para ter a sua casa e horta mas não consegue por causa de Lennie que ingenuamente se mete sempre em sarilhos em todos os trabalhos que arranjam. Neste ponto sabemos do conflito interior de George sobre se deve separar-se de Lennie para conseguir mudar de vida mas fica com esse peso na consciência, ou continuam os dois juntos até ao fim.
Na herdade onde vão trabalhar conhecemos outros como eles, com quem simpatizamos, e também Curley que é filho do patrão e a mulher deste. Além de Curley arranjar desculpas para poder andar à pancada com os empregados do pai, a sua mulher atira-se a todos eles provocando ciúmes no marido. Vemos logo aqui que estes dois vão trazer sarilhos para os protagonistas e fica-se logo com a sensação que algo vai correr mal.
A partir daqui vão decorrer algumas peripécias mas não queria entrar em spoilers.

Foi uma excelente leitura e e um livro que nos marca e nos faz refletir sobre as consequências das nossas acções, sobre mesquinhez humana. Como são as acções de um indivíduo quando este está sozinho perante uma situação e como quando está num grupo passamos a ter uma consciência colectiva.
O próprio titulo tem vários significados de acordo com a situação do livro em que pensamos.

Recomendo muito a leitura desta obra.


Fiquei com vontade de ler mais do autor e adoro esta edição da Bertrand.


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Bookhaul#19 - Agosto 2017

Bookhaul de Agosto de 2017
Ainda foram alguns livros mas aproveitei promoções da Fnac, Continente e Feira do Livro da Póvoa de Varzim, além de ter também feito uma compra no olx ;)

Peter Pan de J. M. Barrie - comprei num quiosque de revistas mas pode ser comprado no site da revista Visão
O Principezinho - comprei online no site da revista Visão
Harry Potter and the Philosopher´s Stone - via Bookdepository
A Filha de Rasputine - da Feira do Livro da Póvoa de Varzim, num alfarrabista
The Kitchen Boy - da Feira do Livro da Póvoa de Varzim, num alfarrabista
Lucrécia Borgia, a Princesa do Vaticano - via olx
Mademoiselle Chanel - via olx
Maus - com 30% de desconto na Fnac
Os Bebes de Auschwitz - da Feira do Livro da Póvoa de Varzim
O arquitecto de Paris - com 60% de desconto no Continente
O Jardim das Torres Invisiveis - com 60% de desconto no Continente
22.11.63 - com 30% de desconto na Fnac
A mulher do tigre - com 60% de desconto no Continente
Os miseraveis vol II - da Feira do Livro da Póvoa de Varzim
A Letra Escarlate - da Feira do Livro da Póvoa de Varzim
Gandhi, biografia em manga - comprei num quiosque de revistas

sábado, 16 de setembro de 2017

Leituras de Julho de 2017 - Resumo

Leituras de Julho de 2017
12 livros - Para já foi o melhor mês de leituras do ano em termos de quantidade e qualidade

Paper Princess -  releitura 4⭐
Já tinha lido a trilogia Royals em ebook e gostei bastante, por isso quero ter os livros fisicos; sendo assim comprei o Paper Princess, e li-o novamente.

Rapazes de Zinco - 4⭐
Foi o segundo livro da autora Svetlana Alexievich que li. Gostei da sua escrita, tal como quando li o As Vozes de Chernobyl e só não dou as 5 estrelas porque não gostei tanto do tema deste livro que aborda a guerra entre a União Soviética e o Afeganistão.

Witch Hunter- 4 ⭐
Opinião aqui

The King Slayer - 4⭐
Opinião aqui

Dead of Winter - 4⭐

Day zero - 3.5⭐

Arcana Rising - 3⭐

Beastly - 3⭐

Belle's Tale - 3⭐

The Beast's Tale - 3⭐

Sissi, Imperatriz por amor - 4⭐
Opinião em breve no blog

Ruined - 4⭐
Opinião em breve no blog

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Opinião: Witch Hunter e King Slayer de Virginia Boecker

Já tinha há alguns meses cá em casa o livro The Witch Hunter da autora Virginia Boecker. A premissa interessava-me pois gosto de ver filmes/séries sobre a caça as bruxas em Salem.

Witch Hunter


Sixteen-year-old Elizabeth Grey doesn't look dangerous. A tiny, blonde, wisp of a girl shouldn't know how to poison a wizard and make it look like an accident. Or take out ten necromancers with a single sword and a bag of salt. Or kill a man using only her thumb. But things are not always as they appear. Elizabeth is one of the best witch hunters in Anglia and a member of the king's elite guard, devoted to rooting out witchcraft and bringing those who practise it to justice. And in Anglia, the price of justice is high: death by burning. When Elizabeth is accused of being a witch herself, she's arrested and thrown in prison. The king declares her a traitor and her life is all but forfeit. With just hours before she's to die at the stake, Elizabeth gets a visitor - Nicholas Perevil, the most powerful wizard in Anglia. He offers her a deal: he will free her from prison and save her from execution if she will track down the wizard who laid a deadly curse on him. As Elizabeth uncovers the horrifying facts about Nicholas's curse and the unwitting role she played in its creation, she is forced to redefine the differences between right and wrong, friends and enemies, love and hate...and life and death. The first book in an incredible new series set in a fantastical medieval world.
Opinião

A historia acompanha Elizabeth que é uma caçadora de bruxas num reino em que há duas facções, a do rei ao qual ela serve que tem políticas anti-magia e persegue bruxas, feiticeiros e afins, e o grupo dos perseguidos que se está a revoltar com tantas mortes dos seus e se vai opor ao actual rei.
Elizabeth tem uma paixoneta por Caleb, um caçador tal como ela e amigo de infância, mas esta não e retribuída. Ela é forçada a tornar-se amante do rei, e para evitar engravidar arranja umas ervas para esse efeito; o problema é que ela vai ser apanhada com essas ervas e presa por bruxaria. Quando ela achava que seria queimada viva pelo crime de usar ervas proibidas, é salva por Nicholas que é o líder da revolta contra o rei. Ele salva-a porque segundo uma profecia ela é a peça chave para o salvar e por isso para salvar todos os feiticeiros, videntes, curandeiros, bruxas... Ela inicialmente está reticente em ajudá-los pois vai contra tudo aquilo que lhe foi incutido durante o seu treino, mas começa a perceber que se calhar esteve sempre a lutar pelo lado errado e com isso vem o receio que os amigos de Nicholas e agora amigos dela descubram que ela era caçadora de bruxas. Nesses amigos temos John que é um healer ou seja um curandeiro, pois a sua magia permite-lhe curar doenças e ferimentos e que salva a vida a Elizabeth algumas vezes, acabando mais no final por se tornar no seu par romantico. Mas esta relação é construida pouco a pouco, tornando-se primeiro em amizade e só no final é que eles se apercebem que estão apaixonados. Temos Pfiffer que é bruxa e Schuyler um zombie que são um casal muito engraçado. Posto isto vamos acompanhar as aventuras deste grupo que para salvar Nicholas vai ter de ajudar Elizabeth a cumprir a professia mesmo depois de descobrirem a sua identidade.

4 estrelas



The King Slayer

The usurper Elizabeth Grey's former master Blackwell, now revealed as terrifying dark wizard, has crowned himself King of Anglia. The healer And little did she expect that handing over the powers of her stigma to save the life of the boy she loves would change him beyond all recognition. The assassin With only her own strength and skill to rely on now, can Elizabeth hope to overcome Blackwell? And must she sacrifice herself in the attempt?
Depois de Elizabeth ter dado o seu estigma para salvar John, fica vulnerável a ferimentos numa altura em que rebenta a guerra entre feiticeiros bons do lado de Nicholas e feiticeiros maus sob o comando de Blackwell o seu antigo mentor e agora se tornou o novo rei através de maquinações e magia negra. Além disso, John devido ao poder do estigma começa a mudar a sua personalidade e a perder a magia de curar, pois a magia maligna deste sobrepõe-se, e a relaçao dos dois vai sofrer um grande revés. Elizabeth apesar de magoada com John nunca perde de vista o objectivo da sua missão de eliminar Blackwell e assim salvar a magia. Gostei particularmente deste ponto pois em muitos livros YA quando aparecem obstáculos na relação amorosa, a protagonista foca-se apenas nisto e não na catástrofe em mãos. Ela sofre por causa de John mas vai aprender a lidar com isso e assim ao longo dos livros vemos o seu crescimento, tal como o dos outros personagens.

4 estrelas

Opinião geral

De um modo geral gostei bastante da leitura destes 2 livros. O mundo é bem construído e as batalhas bem descritas sem serem confusas. O inicio é um pouco difícil mas é necessário para a construção da história e apresentação das personagens e do mundo.
Uma coisa que me fez confusão foi o facto de a Elizabeth ter sido obrigada pelo rei a tornar se sua amante, o que é um caso de violação, mas isso é irrelevante no primeiro livro, e no segundo livro ela ainda o ajuda a recuperar o trono. Penso que essa situação era dispensável para a história ou se a autora de facto a queria abordar esse tema, deveria no mínimo mostrar que isso é errado.
Gostei de ver como a Elizabeth cresceu e como aprendeu que o mundo não é preto e branco, o que ela aprendeu com cada um dos feiticeiros com que passou a conviver. Como eles também a aceitaram depois de descobrirem que ela tinha sido caçadora de bruxas. O romance entre ela e o Nicholas também evoluiu lentamente sendo construído aos poucos mas de modo sólido e sem nunca se sobrepor à missãoque ela tinha.

domingo, 27 de agosto de 2017

Opinião - Os Meninos de Irena, Tilar Mazzeo




Em plena Segunda Guerra, nos sussurros desesperados dos judeus, um nome passa de boca em boca: o de Irena Sendler, a jovem assistente social que está disposta a tudo para salvar as crianças judias dos campos de concentração. Quando, em 1942, Irena entrou no gueto de Varsóvia, o que viu dilacerou-lhe o coração. Ela sabia o destino de cada um dos judeus com quem se cruzava todos os dias. E foi incapaz de ficar indiferente. Começou a percorrer as ruas do gueto, bateu a todas as portas e pediu aos pais que lhe confiassem os seus filhos. Sob a vigilância apertada do regime nazi, Irena começou a levar as crianças para fora do gueto, e rumo à liberdade. Escondidas em caixões ou debaixo de sobretudos, em fuga pelo sistema de esgotos ou por passagens secretas entre edifícios, não havia nada que ela não estivesse disposta a fazer… Com a ajuda das mães, do seu amante judeu na Resistência, de amigos e vizinhos, Irena salvou cerca de 2500 crianças. Mas Irena fez mais ainda: manteve sempre um registo da verdadeira identidade de todos os meninos e meninas, para que um dia pudessem reencontrar os seus entes queridos. Receando ser descoberta, enterrou a lista sob uma macieira no jardim de uma amiga. Não podia imaginar que cerca de 90% das famílias dessas crianças não sobreviveria ao Holocausto. Irena Sendler correu riscos inimagináveis para salvar inocentes da barbárie nazi. É uma heroína da Segunda Guerra, considerada a versão feminina de Oskar Schindler. Foi nomeada para o Prémio Nobel da Paz em 2007, o ano que antecedeu a sua morte aos 98 anos. Esta obra é a devida homenagem à sua humanidade e bravura.


Opinião
Encontrei este livro por acaso numa ida à Bertrand e a capa chamou-me a atenção por isso li a sinopse e o livro foi logo para a minha wishlist. Nunca tinha ouvido falar de Irena Sendler até esse dia.
O livro começa com a infância de Irena e vamos seguindo o seu crescimento e vida familiar. Quando chega à faculdade decide ser Assistente Social que é uma área em desenvolvimento na Polónia e desde cedo mostra a sua vontade de ajudar o próximo. Casa-se bem cedo mais por convenção social do que por amor, e o afeto que tinha pelo marido vai desaparecendo porque ele não queria que ela trabalhasse, queria que ela ficasse a cuidar da casa e tivesse filhos.
Quando a Polónia e invadida pelos alemães e soviéticos vamos acompanhando as mudanças que vão ocorrendo e como lei após lei os judeus vão perdendo os seus direitos. Não foi algo repentino mas algo gradual e por isso penso que não levou a revoltas por parte deles e quando se aperceberam de que estavam só à espera para morrer, milhares já tinham morrido. O livro também relata os números que são conhecidos em termos de mortes e sobreviventes.
Enquanto que o povo judeu era para ser sujeito à 'Soluçao Final', os polacos teriam de ser moldados de acordo com um padrão ditado pelos alemães: todo o conhecimento, cultura, identidade polacos, o que os caracterizava como um povo era para ser destruído. Universidades, teatros, hospitais, bibliotecas foram destruídos. Médicos, professores, activistas políticos eram mortos e alguns enviados para campos de trabalhos forçados. Os soviéticos também foram responsáveis por isto na época em que eram aliados dos alemães.
Irena e varios amigos, conhecidos e professores ao preverem o que se ia passar começaram a organizar movimentos de resistência contra os invasores além de tentarem extrair crianças judias do gueto de Varsóvia e arranjar-lhes documentos falsos e famílias de acolhimento. Sabe se que pelo menos 2500 crianças foram assim salvas do extermínio.
Todo o livro está bem documentado e as fontes de informação que a autora utilizou podem ser acedidas e para mais esclarecimentos sobre tópicos que não tenham sido aprofundados no livro a autora deixa o seu contacto de correio eletrónico. O porquê de certos tópicos não terem sido mais aprofundados também está justificado no final. No final temos também um índice digamos, com todas as pessoas que faziam parte dos amigos e colaboradores de Irena e qual o seu papel no salvamento das crianças, adultos e na resistência polaca.

5 estrelas

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Bookunhaul #5

Mais uma série de livros lidos e uma reorganização da estante e por isso novos livros vão para unhaul:














Se alguém tiver interesse em algum destes livros é só enviar email para shopgirlon@gmail.com

domingo, 20 de agosto de 2017

Opinião - A Imperatriz da Lua Brilhante




Para uma mulher chegar ao poder, não existem caminhos fáceis.

No palácio da China imperial, uma concubina aprende rapidamente as várias técnicas para conquistar o coração do imperador, o Único acima de Todos. Mei é convocada aos 13 anos para a corte do palácio na China imperial, uma honra que resgatará a sua família, outrora nobre e influente, da miséria. Porém, ela rapidamente descobre que para se aproximar do imperador e conquistar o seu coração terá de ultrapassar obstáculos perigosos. Como desconhece a arte da sedução, no dia do aniversário do imperador, Mei oferece-lhe um presente singular: uma adivinha. 

Porém, quando lhe parecia que estava em posição de seduzir o homem mais poderoso da China, Mei apaixona-se por Faisão, o filho mais novo do imperador. Contudo, uma tentativa de assassinato ao imperador provoca uma luta terrível pelo poder na corte imperial. E Mei terá de se servir das suas excelentes capacidades de inteligência, sabedoria e engenho para escapar e salvar o amor da sua vida.

Nomeado para Melhor Romance Histórico pelo Goodreads Choice Awards 2016, A Imperatriz da Lua Brilhante é um romance baseado na história da Imperatriz Wu Mei, a primeira mulher a governar a China. Weina Dai Randel pinta de forma notável o quadro da China antiga e da corte imperial, em que o amor, a ambição, a intriga e os jogos de poder podem determinar a vida ou a morte.



Opinião

Começamos por acompanhar Mei que em criança vive com luxo na antiga China devido ao seu pai ser governador de uma província. Quando este morre, o parente masculino mais próximo é que é o herdeiro, e este apressa-se a colocá-la e à mãe e irmãs na rua. Elas mudam-se para a capital e Mei com 13 anos é convocada para o palácio onde tem a hipótese de se tornar concubina do imperador e assim trazer prestígio à sua família e ajudar financeiramente a mãe.
Só que Mei é ainda muito inocente e vai ter de aprender a sobreviver ás intrigas da corte além de ter de se aproximar do imperador.
É um romance histórico baseado em factos reais, sobre a vida da imperatriz Wu Mei, mas certos acontecimentos e personagens que surgem no livro não existiram, tendo sido adicionados para efeito dramático. A escrita da autora é fluída e a história interessante, com descrições que nos transportam facilmente para aquele período e local e desperta a curiosidade do leitor.
O livro termina nu ponto em que Mei ainda não chegou a imperatriz mas é possivel deduzir como e que ela chega lá, penso eu. A autora publicou um segundo volume que é a continuação deste, mas segundo a Editorial Presença, não será publicado para já.
Como quero dar continuidade a esta leitura, vou aguardar um pouco para ver se o livro é publicado por cá, senão compro-o em inglês.

Alguém já leu?

sábado, 19 de agosto de 2017

Bookhaul #18 - Julho 2017

Este mês os livros vieram do Bookdepository e da Feira do Livro de Braga:


Paper Princess - Erin Watt
Day Zero - Kresley Cole
King Slayer - Virginia Boecker
Beastly - Alex Flynn
Belle's Tale Manga
The Beast's Tale Manga
Cinnamon - Neil Gaiman


Box Os Lusíadas para toda a família
The Fallen Kingdom - Elizabeth May
Roar - Cora Carmack
Wintersong
The Handmaid's Tale - Margaret Atwood
Vinte Mil Léguas Submarinas - Julio Verne
A Vidente de Sevenwaters - Juliet Marillier
Os Miseráveis vol I . Victor Hugo
Mataram a Cotovia - Harper Lee


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Leituras de Junho de 2017 - Resumo


Murder on the Orient Express, Agatha Christie - depois de andar 1 ano a tentar avançar na história, resolvi desistir dele, não digo que não seja um bom livro, simplesmente acho que não é um género literário que me puxe. Por isso também não lhe vou dar pontuação.

O Grito do Corvo, Sandra Carvalho - gostei imenso dos 2 volumes anteriores da trilogia, mas este teve falhas essenciais para a história. 3.5 estrelas

Destralhe a sua casa, Paula Margarido - bom livro para quem quer começar este processo e precisa de aprender a desapegar-se das coisas inúteis. Como não é o meu caso também já me desapeguei do livro

Nimona, Noelle Stevenson - adorei esta graphic novel, desde as ilustrações ás coisas engraçadas que a Nimona inventava, ainda tem o mistério sobre a sua origem. Dentro do género 5estrelas

Harry Potter and the Cursed Child, J. K. Rowling - adorei voltar ao mundo de Harry Potter salvaguardando as diferenças entre os livros originais e uma peça de teatro. 4 estrelas

Losing it, Faking it, Finding it são 3 romances New Adult da autora Cora Carmack, não são maus mas também não são bons. São romances fofinhos que acompanham 3 personagens diferentes que são amigos, mas têm bastantes clichés e são previsíveis. A escrita da autora é simples mas agradável e bastante fluída. 3 estrelas em média

sábado, 12 de agosto de 2017

Opinião - A magnífica Sophie, de Georgette Heyer



Após alguns anos a viver em Lisboa, Sophy Stanton-Lacy é enviada para Londres pelo seu extravagante pai, o diplomata Sir Horace. A recebê-la estão os tios, os lordes Ombersley. Entre a incredulidade e o horror, os aristocratas veem-na  chegar acompanhada de um papagaio, um cavalo, um macaco, e um galgo chamado Tina. As surpresas não ficam por aqui. Os modos “latinos” de Sophy são um escândalo perante o qual a jovem não se deixa intimidar. Principalmente quando decide que há muito a mudar no seu – ainda que temporário – novo lar. A começar pelos primos: o arrogante Charles está noivo de uma mulher enfadonha; a bela Cecilia perdeu-se de amores por um poeta estouvado; e o imprudente Hubert está refém de um agiota. Parece que a magnífica Sophy chegou mesmo a tempo de os salvar a todos das suas vidas deprimentes. 
Todavia, ela não contou com a reação de Charles. Se o jovem herdeiro tivesse antecipado a perturbação que Sophy causaria, nunca a teria recebido. Agora que o mal está feito, a solução é arranjar-lhe um marido conveniente que a tire de sua casa rapidamente. Uma urgência cujas razões ele prefere não aprofundar. Mas este cupido amador parece estar perante uma tarefa fácil, pois Sophy sonha em encontrar uma alma gémea. Os seus devaneios românticos é que poderão surpreender Charles… ou talvez não…


Opinião

Este livro tinha uma jacket o que não é particularmente comum, talvez para que o livro seja mais atrativo para o público. No entanto eu prefiro a capa original (a direita) pois a primeira além de não ter nada a haver com a protagonista parece uma foto de catálogos de noivas.

A escrita da autora lembra me imenso o estilo da Jane Austen com a crítica á sociedade da época vitoriana feita através dos comentários mordazes da protagonista mas tendo em conta as limitações sociais da mulher na época em questã,o e a diferença da época em que cada uma das escritoras viveu.
É um romance fofinho que se desenrola muito lentamente e do qual os protagonistas se apercebem mesmo já perto do final.
Não há cá cenas picantes como na maioria dos romances de época. O que cativa no livro são as situações caricatas criadas pela protagonista e o modo como ela resolve tudo, sem no entanto ultrapassar os limites do aceitável ou credível para a época. A forma como ela dá o troco ás personagens mais ranhosas fizeram me rir as gargalhadas.
Foi uma agradável surpresa!

Quem já leu?

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Opinião - Gandhi, uma biografia em manga


Ao passar na semana passada por um quiosque vi este livro, o título interessava me era em mangá e por 4.9eur não o pude deixar lá. Vai por isso fazer parte do bookhaul de Agosto.


Ele retrata a vida de Ghandi desde que ele era criança e até à velhice. Mostra-nos como ele passou de um jovem que tinha medo de falar em público a um adulto capaz de mover milhares de pessoas por uma causa. Penso que não é spoiler o que vou dizer a seguir. Ele casou novo mas contra as crenças do seu povo quis ir estudar direito e formar-se em advocacia em Inglaterra, que era na altura quem governava a Índia. Posteriormente foi trabalhar para a África do Sul e foi aí que começou a lutar pela igualdade e pelos direitos dos indianos quando lhes queriam tirar o direito ao voto. Mais tarde, já na Índia lutou pela abolição do sistema de castas e pela independência do seu país, apelando ás pessoas que defendessem os seus direitos mas sem recurso à violência.
De um modo geral gostei desta leitura, mas não tinha reparado que ela era em português do Brasil, isso associado a um ou outro erro ortográfico e falta de informação sobre termos indianos utilizados, tornou a leitura confusa em certos pontos. Penso que esta edição seria beneficiada com um glossário no final do livro, se queriam mesmo utilizar os nomes em indiano. Além disso poderia encerrar com o seu falecimento e as causas da sua morte e funeral, remetendo para a sua importância na actualidade. Eu sei que sendo uma versão manga, a informação tem de ser condensada, mas acho que mais meia dúzia de páginas só melhorava o livro.
Gostaste? Gostei e a edição é linda, mas senti falta de mais informação e de compreensão de alguns termos.



Alguém já conhecia esta edição? Já a leu?


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Autores #1 - Jennifer L. Armentrout

Uma das autoras de que já li bastante é a Jennifer L. Armentrout.
Dela já li:

- Toda a serie Lux

- Obsession

- Frigid


- Wait For You


- The Return

 - Stay with Me


- Unchained


- Half- Blood (The Covenant Series#1)


Sou fã da autora Jennifer L. Armentrout porque apesar das suas histórias não serem algo único, nunca antes visto, ela tem o dom de ter uma escrita viciante.
Sempre que leio algum livro dela, quando o começo não consigo parar antes de o acabar porque nos envolve por completo nos mundos que cria e com os seus personagens. Quando acabo de ler fico com vontade de ler mais coisas dela mas pensando bem nos livros que li nunca dei 5 estrelas, sempre 3 e 4. O que quero dizer com isto e que e uma leitura agradável, envolvente e viciante mas não necessariamente marcante.

Alguém já leu livros dela ou tem um autor com que se passe o mesmo?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Favoritos de 2016

E num instante passou 2016. Se em 2015 consegui ler cento e alguns livros, em 2016 com o nascimento da princesa cá de casa, fiquei me pelos 74 livros lidos.

Os preferidos do ano foram:


The Star Touched Queen 
The Winners Curse
The Shadow Queen
Lady Susan
Vozes de Chernobyl
Eleanor&Park
Sete minutos depois da meia-noite
Vendetta
The Bronze Horseman
Pequenos Vigaristas
A Court of Mist and Fury

Opinião - The Bronze Horseman - Paullina Simons

Titulo original: The Bronze Horseman
Titulo português (a pior tradução de título dos ultimos tempos): O grande amor da minha vida


Sinopse
Tatiana vive com a família em Leninegrado. A Rússia foi flagelada pela revolução, mas a cidade mais cosmopolita do país guarda ainda memórias do glamour do passado. 
Bela e vibrante, Tatiana não deixa que o dramatismo que a rodeia a impeça de sonhar com um futuro melhor. Mas este será o pior e o melhor dia da sua vida. O dia fatídico em que Hitler invade a Rússia. O dia assombroso em que conhece aquele que será o seu grande e único amor. 
Quando Tatiana e Alexander se cruzam na rua, a atração é imediata. Ambos sabem que as suas vidas nunca mais serão as mesmas. Ingénua e inexperiente, Tatiana aprende com o jovem soldado os prazeres da paixão e da sensualidade. Atormentado pela guerra e pela incerteza quanto ao futuro, Alexander descobre a doçura dos afetos. E, enquanto as bombas caem sobre Leninegrado, eles vivem um amor que sabem ser eterno mas impossível. É um amor que pode destruir a família de Tatiana. Um amor que pode significar a morte de todos os que os rodeiam. 
Ameaçados pela implacável máquina de guerra nazi e pelo desumano regime soviético, Tatiana e Alexander são arremessados para o vórtice da História, naquele que será o ponto de viragem do século XX e que moldará o mundo moderno.


Opinião
Em relação à personagem principal feminina Tatiana parece no inicio um pouco cabeça oca mas é justificado por ter 16 anos e por ter sido muito protegida pela familia. Apaixona-se por Alexander, que se descobre ser o namorado da irmã Dasha. Alexander apaixona se por Tatiana. Tatiana não quer estar com Alexander porque não quer ferir os sentimentos da irmã.
Temos assim um triângulo amoroso com a Segunda Guerra Mundial e o Cerco a Leningrado como pano de fundo.
O romance entre os dois protagonistas vai-se tornando cada vez mais intenso, ambos vão crescendo, obstáculos são removidos e outros são adicionados.
Apesar de ser uma história de amor cativante, o que me cativou neste livro foi mesmo a descrição do ambiente de guerra e tudo o que se passou durante o cerco, especialmente a forma como todos viviam em apartamentos comuns e o racionamento da comida, as pessoas a caírem mortas de fome no meio da rua.
Foi uma leitura marcante sem dúvida. Tenho os restantes livros da trilogia e vou querer continuar a ler especialmente por causa do cliffhanger no final.


5/5